Prejuízos para a economia

Existe uma relação direta do ponto de vista econômico com o saneamento básico, uma vez que, somente em 2015, o número de trabalhadores afastados foi de 6,4 milhões. Se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria uma redução de 74,6 mil internações.

Isso se reflete também no impacto financeiro que as doenças causam na administração pública, visto que diversas internações, tratamentos e compra de medicamentos poderiam ser evitadas. Para se ter uma ideia, o custo de uma internação por infecção gastrintestinal no SUS foi de cerca de R$ 355,71 por paciente na média nacional, segundo o Trata Brasil.

Esse cenário também torna mais difícil reduzir a pobreza e a desigualdade, uma vez que as pessoas sem acesso ao saneamento são as mais pobres. São elas que acabam ficando mais doentes e precisam faltar mais ao trabalho, o que impacta diretamente na renda familiar. No caso das mulheres, essa situação é ainda mais difícil, pois a tarefa de cuidar de parentes que adoecem costuma ser delas.

De acordo com o relatório O saneamento e a vida da mulher brasileira, as mulheres se afastam em média 3,5 dias por ano de suas atividades rotineiras por causa da incidência de doenças diarreicas. Focando no aspecto financeiro, o acesso ao saneamento traria um ganho total à economia do país de mais de R$ 12 bilhões ao ano.